Juliana Moraes, fundadora da Calore

NOSSA HISTÓRIA

A mulher que decidiu que comida de hospital não tinha que ser assim.

A história de Juliana Moraes, da Gran Vitória Alimentação, e o dia em que ela escolheu levar o calor de casa para dentro dos leitos.

ATO 1. ONDE COMEÇOU. (2007 A 2020)

Em 7 de julho de 2007, a Juliana chegou no Espírito Santo para começar de novo. Chegou numa casa de chão batido. Não é figura de linguagem — era chão batido mesmo, terra pisada.

Naquele chão, ela montou a primeira cozinha. Não era uma cozinha industrial. Era uma cozinha de mulher que sabe fazer comida. Panela grande no fogão, arroz no ponto, feijão que demora o tempo que tem que demorar, carne que não pode ficar seca. Em 2011, virou CNPJ. Virou Gran Vitória Alimentação e Serviços LTDA.

A Juliana não tinha sócio investidor. Não tinha herança. Tinha 4 milhões em dívidas em alguns momentos e tinha teimosia. Teimosia boa, daquela que faz a pessoa acordar às 4 da manhã num sábado porque tem 3.000 pessoas esperando o almoço chegar no refeitório e não existe a opção de atrasar.

Em 2021, a vida apertou mais. Em quatro meses, a Juliana enterrou o marido e enterrou a mãe. Quem passou por perda sabe — quatro meses não é tempo, é um buraco. A maioria das pessoas teria fechado a empresa. A Juliana falou, do jeito dela: "eu não vou ficar chorando."

Continuou. Em 2023, a Gran Vitória perdeu um contrato de 400 mil reais mensais. De uma vez. A Juliana auditou tudo, reestruturou a operação em nove meses, saiu do buraco, voltou a dar lucro. Hoje, a Gran Vitória faz mais de 3.000 refeições por dia, atende mais de 20 contratos em operação 24 horas, 7 dias por semana — e é a única empresa de alimentação corporativa da região que não fecha nunca, nem em feriado, nem em Natal, nem em virada de ano.

O indiano que chorou.

Um cliente de longa data é a Stanley. Está com a Gran Vitória desde 2015 — 10 anos seguidos. Um dia, o diretor indiano da unidade pediu para a nutricionista da Gran Vitória preparar pratos da terra dele. A equipe pesquisou culinária indiana de verdade, montou o cardápio, serviu. O homem provou e chorou ali na mesa. Disse que não comia uma comida parecida com a da terra dele há anos. Disse que aquilo era o gosto da comida da mãe dele.

Quando perguntaram a esse diretor, depois, qual foi a coisa mais marcante que ele levou do Brasil — a resposta não foi o Cristo Redentor, nem a praia. Foi a comida da Gran Vitória. A comida da terra dele, feita por brasileiros, com cuidado de brasileiros.

É isso que a Juliana faz há 14 anos. E essa história não é campanha de marketing — é o chão que a Calore pisa.

Equipe Calore em uniforme, na cozinha da Gran Vitória em Serra-ES

ATO 2. O QUE FALTAVA VER. (2024 A 2025)

Há um ano, a Juliana começou a notar um padrão nos refeitórios dos clientes dela. Os gestores de RH estavam reclamando da mesma coisa, em empresas diferentes: o funcionário da cozinha faltando, a rampa de produção parando porque ninguém apareceu para trabalhar, o refeitório aberto no prazo quase no sacrifício.

A Juliana ouviu isso tantas vezes que parou para pensar. "Se eu, que sou especialista, estou cansada dessa operação que depende 100% de gente aparecer no turno da madrugada — imagina o hospital, que também depende de uma copeira cansada montando marmita de dieta especial às seis da manhã."

Aí ela visitou hospitais. Olhou a cozinha. Viu o que todo mundo do setor vê, mas quase ninguém pronuncia: a comida do hospital brasileiro, na média, é ruim. Não porque a cozinha do hospital é malfeita. É porque o hospital não tem como cuidar de comida com a mesma atenção que cuida de paciente.

A Juliana enxergou a saída antes de todo mundo: o congelado ultracongelado, regenerado no forno combinado, entregue semanalmente, com dieta individualizada para cada paciente.

Esse insight virou um projeto. E o projeto virou a Calore.

O nome é italiano. Significa "calor" — não o calor do termômetro, o calor humano. O calor do fogão aceso. O calor do abraço. O calor da casa onde a mãe está esperando o filho chegar do trabalho com a comida pronta. A Juliana viveu todos esses calores — e decidiu que o paciente no leito também merece sentir.

"Não vejo referência. Com o marketing que eu tenho, com a capacidade que eu tenho, eu vou ser a primeira. Ninguém me segura."

— Juliana Moraes, ao ser perguntada qual empresa ela admirava no segmento de congelados hospitalares. Reunião de definição da marca, 27 de março de 2026.

ATO 3. ONDE A CALORE VIVE AGORA. (2026 EM DIANTE)

A Calore é uma marca do Grupo Gran Vitória Alimentação. Traduzindo: é a mesma Juliana, a mesma equipe, o mesmo cuidado, a mesma nutricionista — mas com um formato novo, pensado do zero para o hospital.

O que a Calore faz, na prática:

  • Monta o cardápio de 31 dias rotativos, com nutricionista, para que nenhum paciente coma a mesma refeição duas vezes no mesmo mês.
  • Produz cada refeição em escala, com padrão de fábrica — zero desperdício, zero surpresa de sabor.
  • Ultracongela de verdade, com ciência: sem cristais de gelo grandes, sem água no prato, sem perda de textura.
  • Separa dieta por patologia: livre, branda, hipossódica, diabética, laxante, líquida — cada paciente come o que a doença dele pede, com sobremesa compatível.
  • Instala forno combinado e freezer em comodato no hospital — a unidade não precisa levantar cozinha, só precisa regenerar.
  • Entrega uma vez por semana. Uma única logística. Ponto.

Mas o que move a Calore não é nada disso.

O que move a Calore é um paciente, no terceiro dia de internação, abrindo a marmita, sentindo o cheiro, e falando pro acompanhante: "nossa, essa comida aqui tem gosto de casa."

É essa frase — a mesma que os clientes da Gran Vitória repetem há 14 anos. A mesma que o diretor indiano da Stanley disse, chorando. A mesma que a Juliana ouve todo dia. Agora, dentro do hospital.

Leonora, mascote da Calore, inspirada na fundadora Juliana Moraes

Leonora, mascote da Calore — inspirada na figura da Juliana e batizada em homenagem à força de uma mulher que cozinha para 3.000 pessoas por dia há 14 anos.

A Juliana leva a Calore pessoalmente nas primeiras conversas.

Se a sua unidade está cansada de comida hospitalar ruim, de copeira sobrecarregada e de risco de ANVISA vindo pela cozinha — a gente marca uma visita. A Juliana vai com kit de amostras, e a primeira conversa é sobre o seu problema, não sobre preço.

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